Pesquisadores da Unicamp produzem primeira espécie de bacalhau sem cabeça

Os pesquisadores da Unicamp comemoraram a criação do novo bacalhau.

Doutorandos da Faculdade de Engenharia de Alimentos em conjunto com o departamento de Genética Molecular do Instituto de Biologia, ambos da Unicamp, criaram no último dia 25 de janeiro o primeiro espécime de bacalhau sem cabeça.

O principal objetivo da pesquisa, explica o pesquisador responsável pelo projeto Fábio Delamarca é “a diminuição dos custos de produção do bacalhau criado em cativeiro”.

“A cabeça do bacalhau é imprópria para consumo humano devido a altos teores de fósforo e magnésio no seu sistema nervoso, por isso é necessário a retirada da cabeça para a venda ao consumidor”, explica Fábio.

A produção em cativeiro do bacalhau sem cabeça tende a diminuir os custos com a ração, que é o insumo mais caro da produção de bacalhau em cativeiro.

“Cerca de 50% do consumo energético do bacalhau é de responsabilidade da cabeça” explica Fábio, que completa: “sem a cabeça, o bacalhau passa a se alimentar filtrando microorganismo e partículas alimentares em suspensão na água através das guelras, de modo similar as baleias, com isso o processo de engorda do peixe é muito mais rápido”.

Essa economia de ração e tempo de engorda reflete consideravelmente nos custo de produção, que segundo Fábio “faz com que se criem expectativas para que dentro de poucos anos o preço do bacalhau torne-se similar à sardinha”.

O próximo objetivo do projeto é criar uma espécie que retenha grandes quantidades de sal para diminuir os custos do processo de salga do peixe, diminuindo ainda mais os custos de produção.