Governo do Egito lança quarta praga sobre população do Cairo

Para frear protestos, Egito usa pragas da era moderna

Após mais um dia de protestos no Egito, o governo local evocou mais uma das pragas da era moderna.

Após desligar todos os telefones e a internet do país, a polícia egípcia espera conter os manifestantes espalhando H1N1 pelas ruas da capital Cairo.

A medida foi tomada após o toque de recolher, a 3ª praga, não ter sido efetiva.

Mesmo estabelecendo que os cidadãos devessem ficar em suas casas entre as 5 horas da tarde e às 7 da manhã, a recomendação não foi cumprida.

“Se não for por bem, vai por mal”, disse o primeiro-ministro Tebas Ramsés. “Agora tenho certeza de que esse povo não sairá de casa para protestar. Importamos um ótimo lote de H1N1 vindo do México, direto do produtor. Assim todo mundo vai ficar quietinho em casa”.

A onda de protestos começou quando o presidente Hosni Mubarak ordenou que a escrita hieroglífica se tornasse novamente disciplina obrigatória na grade curricular dos colégios e faculdades egípcias.

“Isso é um absurdo! É a confirmação de um estereótipo do nosso povo. Todo mundo imagina os egípcios dançando daquele jeito engraçado e fazendo esses desenhinhos! Se essa lei realmente passar, o que vão pensar de nós? Que ficamos fazendo hieróglifos nas paredes de nossas casas?”, exclamou Hassan Shehata, líder do movimento Por um Egito

Segundo ele, não serão algumas pragas rogadas pelo governo que os farão cada cidadão ficarem trancados cada um em sua pirâmide. O manifestante garantiu que, mesmo com H1N1 ou aquecimento global, a onda de protestos continuará em todo o país até que o presidente mude sua decisão.

Porém, o primeiro-ministro se mostra confiante em acabar com os protestos. “Aprendemos muito com as pragas lá na época de Moisés. Agora vamos usar a nosso favor, porém com adaptações para o mundo moderno. Hoje ninguém mais tem medo de gafanhotos.”, completou Ramsés.