SÃO PAULO — Após uma sequência de derrotas, o técnico do Corinthians anunciou o “Projeto Empenho”: a equipe passará a tentar ganhar. O pacote inclui correr atrás da bola, marcar gente de outra camisa e, em casos extremos, chutar no gol.
“Ano passado pedi pra diminuir a marcha pra dar emoção. Olhei a tabela e fui longe demais. Agora vamos tentar — com metas e, se der, passes”, disse, sério.
A preparação teve 30 minutos de tática, 40 de físico e duas horas apagando memes no WhatsApp. A sessão de vídeo consistiu em pausar um reality genérico na prova do líder “para observar movimentações em bloco”.
Em defesa do elenco, o treinador afirmou que “se quisessem, os últimos campeões do Brasileirão teriam vencido o Palmeiras”, mas a equipe “priorizou saúde mental com entretenimento familiar”.
Sobre Fagner, foi taxativo: “Melhor do mundo. Treina pouco, mas no FIFA já levou a gente a quatro finais europeias. Moral do vestiário.”
O departamento de desempenho apresentou KPIs: “finalizações no alvo”, “passes de nós pra nós” e “escanteio que evita o primeiro marcador”. “Quando chuta no alvo, a chance de gol sobe 100% vs. chutar pra fora”, explicou o analista.
A diretoria deu apoio e avalia pagar salários “no modo turbo” (até o quinto dia útil). “Sai do ‘vamos ver no que dá’ pro ‘vamos ver se dá’”, disse um dirigente.
Na arquibancada, o clima é de ceticismo esperançoso: “Se eles tentarem, a gente começa a aplaudir”, disse um torcedor, com a mão semi-levantada.
Próximo passo do projeto: treinar bolas paradas e lembrar a jogada no dia. Investimento previsto: um flip-chart.