Vuvuzela passará a integrar a Orquestra Sinfônica de São Paulo

A famosa Vuvuzela passara a figurar entre instrumentos mais tradicionais, como o trompete

A poucos dias do início do mundial, o clima de Copa começa a contagiar a população de todo o planeta. Pessoas enfeitam seus carros, casas, ruas e escritórios. Nesse clima de alegria, até entidades mais sérias e sisudas acabam entrando na brincadeira.

A Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP), por exemplo, encontrou seu próprio meio de incentivar nossa seleção e homenagear a Copa na África do Sul: a vuvuzela, corneta criada pelos sul-africanos e usada em jogos de futebol daquele país, vai passar a fazer parte da gama de instrumentos tocados nas apresentações da orquestra.

“Achamos que seria uma forma agradável de darmos nossa parcela de contribuição a esse espetáculo fabuloso que é a Copa do Mundo”, afirmou o Maestro Souza Lima.

Perguntado se achava que não destoaria um instrumento tão barulhento no meio de violinos e celos, Lima não se esquivou: “De forma alguma. Apesar de toda a força necessária para produzir o som deste lindo instrumento, ele possui uma beleza bastante rústica, bem barroca, remetendo a sons do século XVII. Não poderia ter vindo em melhor hora para engrandecer nossa orquestra.

Mas não são todos dentro da OSESP que ficaram contentes com a novidade. “A gente treina, pratica e se dedica para tocar bem um instrumento não muito popular, como o Oboé, e aí, por conta da Copa, uma mera corneta, que qualquer pessoa sem talento pode tocar, chega e já ganha todo esse espaço”, atestou um integrante da orquestra, que não quis se identificar. “Vou ficar desempregado. Já ouvir dizer que a vuvuzela chega para substituir o fagote, que é meu instrumento. Se eu sair da orquesta, o que vou fazer da vida? Onde um tocador de fagote vai trabalhar? Triste dia em que fiz essa escolha… podia ter sido piano, guitarra, até sax… mas não, escolhi esse maldito fagote”, afirmou, com lágrimas nos olhos, Diego de Paula, músico do OSESP.

Nesta terça feira, chegam sete músicos da África do Sul, especialistas no instrumento, para ensinar algumas técnicas avançadas para tocá-lo. “Estou muito contente. Enquanto ensinamos a arte com a bola nos pés, estes músicos bafana bafana (como são conhecidos os torcedores da áfrica do sul) vão nos mostrar toda a maestria da Vuvuzela na boca” vibrou o Maestro Lima.