Teatros apostam em tecnologia 2D para atrair o público

A peça 'Esperando Godot 2D' estreia nesta quinta-feira em São Paulo.

Cientistas canadenses anunciaram nesta quarta-feira terem dado um passo à frente na aplicação prática da tecnologia dos hologramas em 2D.

As imagens em duas dimensões agora podem ser produzidas por meio de um sofisticado sistema de lasers adjuntos que criam imagens planas quase em tempo real.

Com o avanço da tecnologia, o mundo do entretenimento deverá ser o maior beneficiado, com a utilização do 2D em peças teatrais e até espetáculos de grande porte.

A grande novidade já está sendo utilizada por alguns grupos teatrais pelo mundo, incluindo uma trupe brasileira de atores de São Paulo.

A montagem do espetáculo “Esperando Godot”, de Samuel Beckett, é a primeira no país a se aproveitar dos recursos 2D.

“A plateia será capaz de se envolver com o teatro como nunca se envolveu”, explica o produtor da peça Guilherme Vasconcelos de Araújo. “Com a experiência da imagem plana, a angústia de se esperar Godot será multiplicada. O 2D é a melhor forma de recriar essa metáfora da existência humana”, explica

Para assistir a peça em duas dimensões, o espectador deve utilizar óculos especiais que pesam cerca de 900 gramas.

Para Araújo, a novidade justifica o elevado valor dos ingressos. “Em vez de custar 50 reais, uma peça de teatro 2D terá o preço de 100 reais. Pode parecer caro, mas garanto que vale cada centavo”, conta.

O produtor da peça antecipou ao Diário de Barrelas que espera trazer também ao Brasil as grandes montagens internacionais do gênero.

Araújo promete para o segundo semestre a produção do novo espetáculo itinerante do Cirque du Soleil, que deve vir a São Paulo e Rio de Janeiro.

Batizada de “Flatinum – The 2D Experience”, a nova turnê do grupo já passou por Barcelona e Paris, onde chegou a provocar náuseas na platéia com suas imagens abusadamente planas.