Peça brasileira bate recorde mundial de público com platéia de lactobacilos vivos

Os lactobacilos vivos, segundo a reprodução de um artista.

A peça “Comédia Ponto Com” que está em cartaz no teatro Juca Chaves, em São Paulo, pretende entrar para o Guinness Livro dos Recordes como a recordista mundial de público em uma curtíssima temporada. Nos dias 30 de setembro e 1º de outubro todas as pessoas que forem assistir à peça levarão consigo um tubinho de Yakult, que deverá ser aberto, mas não consumido, durante a apresentação.

“A propaganda do produto diz que os lactobacilos estão vivos, então se eles estão vivos eles são platéia”, afirma o ator Luma Oquendo, que ficou famoso nas telas de TV como o fotógrafo da socialite Paris Hilton, na propaganda da cerveja Devassa. “Nós já fizemos um ensaio aberto, presenciado por mais de 120 bilhões de lactobacilos vivos, mas o único problema é que eles são muito ranzinzas. Não ouvimos uma única risada nem nas nossas melhores cenas”, lamenta Oquendo.

A peça foi escrita pela jornalista Luciene Balbino e conta a história de Helena, que incentivada pela amiga Fátima entra em um site para conhecer pessoas e quem sabe encontrar o grande amor de sua vida. Entre encontros e desencontros, mergulha em si mesma e tenta se descobrir através dos questionamentos dos outros personagens.

A expectativa é de conseguir em dois dias de apresentação mais de 100 trilhões de lactobacilos vivos na platéia, que terão ingresso gratuito. “Decidimos cobrar apenas daqueles que derem risada”, afirma Oquendo. “Mas o preço do ingresso terá um bom desconto.”

Outra que pretende faturar uma graninha com o evento é Maria das Graças, vendedora de Yakult, dona de um carrinho novo em folha. “Vou ficar com meu carrinho parado na porta do teatro. Se cada pessoa comprar um potinho, eu acho que consigo voltar pra casa sem nada pra carregar além do dinheiro”, comemora ela.

O Guinness já confirmou a veracidade da tentativa e enviará um representante para assistir à peça. O detalhe é que ele não poderá levar um Yakult no bolso. “A regras do Guinness são muito rígidas. Nenhum representante do livro dos recordes pode colaborar para que o feito seja atingido”, avisa Neils Van Silva, diretor de auditorias do Guinness.