Operação “Manifestação Junina” desmantela quadrilhas em quermesses por todo o país

A polícia federal agiu rápido e acabou com uma série de quadrilhas
A polícia federal agiu rápido e acabou com uma série de quadrilhas

Em evento para a imprensa na sede da polícia federal pela manhã desta terça-feira, foi anunciado o sucesso da operação “Manifestação Junina”, ocorrida durante o final de semana em mais de 30 cidades no país, principalmente em municípios do nordeste.

O diretor-adjunto de operações especiais da corporação, Major Flávio Sonsin, explicou com mais detalhes como foi o trabalho da polícia e quais os resultados obtidos. “Através da nossa equipe de investigação das redes sociais, identificamos que haveria uma série de aglomerações por todo o país nesse último final de semana, cujo líder seria um tal de João, chamado de santo pelos seus seguidores. Infelizmente, não conseguimos prendê-lo.”

Segundo Sonsin, o principal indício da ação dos bandos foi o uso do termo “quadrilha”. “Na maioria dos eventos marcados pelas redes, se mencionava muito a formação de quadrilhas, curiosamente sempre por pares de homens e mulheres. Foi quando começamos a desconfiar que o que viria em seguida não seria bom.”

A grande maioria das manifestações era de cidades do Nordeste, como Campina Grande, Juazeiro do Norte e Caruaru. E, segundo o Major, a ação da polícia foi cirúrgica. “Nossas suspeitas estavam corretas. Ao chegar nessas localidades, nossos homens viram vários focos de incêndio, com fogueiras por todos os lados. Os manifestantes, inclusive, tripudiavam do perigo, pulando perigosamente por cima do fogo. A quantidade de bandeiras, na verdade bandeirinhas, também era imensa. E como não tinham a logomarca de nenhum partido, ficou claro que também eram passeatas apartidárias”.

Outro ponto que chamou a atenção da policia foi os trajes dos manifestantes. “Os baderneiros estavam com roupas remendadas no joelhos e cotovelos, mostrando claramente que estavam prontos para a briga”.

O saldo final da ação foi 34 manifestações reprimidas, 357 presos e 1.249 chapéus de palha recolhidos para averiguação.