Operação contra pirataria afunda três navios no Rio de Janeiro

A PF acertou em cheio na rota de entrada de produtos falsificados no país.

A poucas semanas do Natal, a Polícia Federal e a Marinha deflagraram juntas na manhã desta quinta-feira uma nova ação naval para combater a entrada de produtos piratas no país.

A Operação Caribe, como foi batizada, é a maior do gênero do Brasil e contou com o apoio tático do submarino Timbira para afundar três navios suspeitos que se aproximavam da costa do Rio de Janeiro.

O ataque aos corsários começou às 4h. Após cercá-los, uma equipe de 40 policiais embarcou em um dos navios para executar um mandato de busca e apreensão.

Segundo a Polícia Federal, a estimativa é que cerca de 20 toneladas de produtos como roupas, óculos e tênis que imitavam marcas famosas tenham sido afundados com as embarcações no ataque. No Brasil, cerca de 59% dos DVDs comercializados são piratas.

No navio, um dos supostos contrabandistas recusou-se a mostrar a mercadoria pirata. Por esse motivo, foi obrigado a marchar sobre a prancha e em seguida foi jogado aos tubarões da Baía de Guanabara.

“Esta operação foi a melhor ideia que a PF teve para acabar de vez com a festa da pirataria no nosso território”, explica Marcio Chilaverría, grão-duque da Anada (Associação Nacional dos Direitos Autorais).

Para Chilaverría, a solução para o problema está em afundar qualquer navio de procedência chinesa ou paraguaia. “Temos que proteger os consumidores desses produtos de baixa qualidade. Vamos defender nossas fronteiras! Aumentar impostos para controlar o comércio ultramarino! Fogo no convés!”, esbravejou.

Após o afundamento dos navios, banhistas em algumas praias da região norte do Rio foram surpreendidos com vários barris de rum. No entanto, nenhuma mídia pirata, como CDs e DVDs, foi avistada.

Os membros da tripulação detidos foram ouvidos e depois liberados. As gaiolas de bambu encontradas passarão por perícia.