Muricy Ramalho recusa convite para assumir Ministério do Trabalho

Em Brasília, o treinador não aceitou proposta para participar do governo Dilma.

Durante solenidade realizada na manhã de hoje em Brasília com elenco e comissão técnica do Fluminense, o treinador Muricy Ramalho foi formalmente convidado por Dilma Rousseff para participar de seu governo.

Faltando poucos nomes para completar sua equipe de ministros, a presidente eleita confirmou o técnico tetracampeão brasileiro para assumir o Ministério do Trabalho.

Surpreendentemente, Dilma ouviu um não do treinador.

Assim, o que deveria ser apenas uma homenagem à conquista do Campeonato Brasileiro pelo Fluminense, transformou-se em uma concorrida coletiva de imprensa.

“O primeiro nome que me veio à cabeça para a pasta do Trabalho foi o do Muricy”, disse Dilma “Ele já provou ser muito bom na geração de empregos. Com ele no comando, gente como o Washington e o Richarlyson deixaram o banco e hoje não estão mais desempregados. Tenho certeza que ele tem um enorme potencial para ser ministro”, explicou.

Segundo ela, apesar de nunca ter tido um cargo público, Muricy é um homem articulado e teria facilidade em fazer acordos complicados entre partidos e parlamentares. “Ele fala a língua do Congresso”, brincou.

Mesmo com tanto apoio, Muricy Ramalho foi tácito ao recusar a proposta da futura governanta.

“É um convite importante para servir a minha pátria, mas não posso aceitar”, declarou o treinador. “Todo mundo sabe que comigo o pessoal do gabinete teria que trabalhar em dois períodos, sem moleza. Mas já vi que o pessoal daqui de Brasília não é assim, o povo é devagar. Então não daria certo, porque comigo é trabalho, meu filho”, justificou.

Segundo o empresário do técnico, também houve divergências sobre o tempo de contrato e a multa rescisória. “Apesar de Muricy descartar agora o governo, quem sabe na próxima reforma ministerial ele possa aceitar esse o desafio”, afirmou.

Na próxima semana, Dilma deve continuar conversando com os aliados para fechar novos integrantes do primeiro escalão.