Metrô de São Paulo adota medidas anti-flatos

Metrô terá vagões amarelos para indicar área onde pessoas com problemas intestinais poderão flatular

O aumento na demanda de passageiros do metrô de São Paulo tem sido maior e mais rápido do que a expansão planejada pelo Governo Estadual. Com isso, novos problemas aparecem a cada dia nos trens e estações da capital. Após contornar dificuldades com fila e vendedores ambulantes, o departamento técnico do Metrô coloca em teste medidas anti-flatulência.

Além do tradicional aperto entre os passageiros durante os horários de pico, estão cada vez mais comuns reclamações de usuários sobre o mal cheiro causado por flatos, o popular pum. A direção do Metrô está trabalhando para adaptar seus equipamentos, para evitar esse tipo de desconforto e propiciar uma viagem mais agradável.

O diretor-geral da Companhia do Metropolitano de São Paulo, Paulo Rubens Amaral, explica como serão feitas as adaptações. “Vamos trabalhar em duas frentes: na conscientização e na adaptação dos nossos equipamentos. O metrô é assim, cuida das pessoas. Para nós, alguém com problemas no intestino é como um cadeirante, precisa de condições especiais para viajar”, explica o executivo.

Ainda em fase experimental, a mudança do sistema metroviário começará em uma campanha de conscientização. Já na próxima segunda-feira, os trens terão mensagens incentivando o usuário a segurar o pum enquanto estiver dentro do vagão. A campanha será baseada em cidadania e no respeito ao próximo.

E, no início do mês que vem, os trens da linha verde passarão a contar com um vagão amarelo reservado aos passageiros com problemas no intestino ou que gostam de comida baiana. O último veículo de cada composição terá pintura especial, sistema de ventilação aprimorado e embarque preferencial para quem flatula com frequência.

Depois de um período de experiência, todas as linhas contarão com os vagões especiais. “Dessa maneira tratamos o nosso passageiro com respeito. Ele poderá viajar no metrô de São Paulo sem ser incomodado pelos flatos de alguém ou então poderá liberar seus gases em lugar adequado”, comemora Amaral.