Membros da Marcha da Maconha lutam agora para liberar Marcha da Coca no STF

Após a conquista da maconha, a Marcha da Cocaína pode finalmente sair do papel.

Na tarde de ontem o Supremo Tribunal Federal aprovou por unanimidade a liberação da realização de marchas da maconha por todo o país.

Logo após a comemorada conquista, os organizadores da Marcha da Maconha de São Paulo entraram com uma representação junto ao Ministério da Justiça para obter permissão para a realização da Marcha da Coca.

“Especialistas garantem que a cocaína é o passo seguinte natural após a maconha”, explica Thiago Cláin, membro da Associação pelos Direitos Organizados dos Indivíduos Drogados Organizados, a ADOIDO.

“Queremos ter nossos direitos respeitados, a cocaína possui muitos usos medicinais que a sociedade ainda ignora”, defende Cláin.

“Assim que conseguirmos liberar a Marcha do ó, teremos o caminho aberto para fazermos também passeatas a favor do ecstasy, do ácido e por aí vai. Quem sabe um dia não conseguimos trazer a Marcha da Heroína para o Brasil?”, diz o ativista.

Caso seja liberada pelo, a Marcha da Coca poderá ser organizada em qualquer cidade brasileira. No entanto, não será permitido que os manifestantes utilizem a droga em público nem incitem seu uso com cartazes e fotos de atores de TV.

“Desta vez estamos mais fortes para conseguir esta vitória”, garante Cláin.

“Enquanto para a Marcha da Maconha contávamos apenas com o apoio de estudantes e jornalistas, para a Marcha do Pó contamos com a força de publicitários, jovens empresários e até alguns expoentes do mercado financeiro”, comemora.