Marisa Monte ameaça voltar com os Tribalistas

Em meados de 2002, eles revolucionaram a forma como a MPB era feita. Agora, quase 15 anos depois, os Tribalistas podem voltar a tocar e encantar, é o que afirmou Marisa Monte, a principal mulher do grupo, durante uma entrevista hoje no Rio de Janeiro.

Sem se intimidar com a presença de especialistas em música, Marisa Monte declarou que tem conversado com Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown sobre um possível retorno dos Tribalistas.

“Achamos que o mundo está precisando que nós voltemos a fazer sucesso”, disse Marisa. “Quando estouramos em 2002, o planeta estava em crise. O Lula sendo eleito e o Concorde deixando de voar. Nossa música foi um alento para o mundo da época”, explicou.

Sem lançar um álbum desde 2006, Marisa Monte confessou estar ansiosa para deixar o ostracismo e voltar a cantar. Para seus companheiros o desejo de voltar também é grande.

Carlinhos Brown dedica-se hoje a shows no exterior. Nos concertos que faz, Brown representa a brasilidade nacional em territórios onde o português ainda é pouco compreendido como Rússia e Sri Lanka.

Para Arnaldo Antunes, o retorno dos Tribalistas seria um passo natural em sua carreira. “Ano passado lancei um álbum para crianças que foi muito bem recebido, minhas músicas estão mais infantis do que nunca, do jeito que os Tribalistas gostam”, brincou.

“Os Tribalistas foram o grande movimento musical no Brasil deste século”, comentou Nelson Motta. “Eles marcaram o começo da década com canções fáceis de cantar, porém difíceis de compreender. São a voz da geração Y”, explicou.

Apesar da notícia desagradar aos que gostam de música, a gravadora do grupo, a EMI, já conta os lucros que esse retorno trará. Milton do Nascimento Filho, Coordenador de Relançamentos da gravadora, já definiu a estratégia. “A grande sacada está no lançamento em um ‘Acústico Ao Vivo’ do mesmo disco de 2002, além claro de sobras de estúdio”, afirmou.

“Depois disso, faremos turnê por todo o país, relembrando os maiores sucessos do disco. E por fim, no início de 2011, gravamos versões em espanhol, inglês e aramaico das mesmas canções”, explicou Arruda.