Leis são aprovadas mais agilmente por políticos suplentes

Suplentes assumem cargo durante campanha e aprovam leis em tempo recorde

Com a proximidade das eleições de outubro, candidatos que atualmente exercem algum cargo público são obrigados a se afastar de suas atividades durante a campanha eleitoral. Com isso, as funções desses senadores e deputados passam a ser exercidas pelos seus suplentes. Essa movimentação na Câmara e no Senado faz leis e projetos serem aprovados com mais agilidade.

Novos responsáveis pelos cargos, os suplentes normalmente são políticos de menor destaque no cenário nacional e assumem com vontade de mostrar trabalho. Parte deles são jovens, recém-iniciados na carreira política e ainda não possuem a experiência necessária para um mandato de 4 anos. Já outros, ao contrário, estão no final da carreira política, sem a energia para um ciclo completo.

“Durante 4 anos compareci a todas reuniões e convenções do partido, mas não pude contribuir nos resultados com meu trabalho. Ganhei muita experiência. Então, depois de esperar tanto por essa oportunidade, quero mostrar para os eleitores que eu mereço o cargo, não só ser suplente”, disse Rodrigo Amaral, senador em exercício pelo PRBT-PR. “Até o final vou continuar com a mesma postura, trabalhando sério, aprovando as leis com afinco”, completou o jovem político.

Desde o início de abril, prazo final para os candidatos abandonarem seus cargos, as leis passaram a ser aprovadas em tempo recorde. Alguns textos, como a proibição de crianças chorarem em público, foram aprovados após estarem parados a quase 4 anos.

“Apesar de alguns de nós já ter mais idade, entramos sempre querendo mostrar nosso valor. Já fui eleito 4 vezes para senador e mais 5 para deputado federal, mas ainda posso dar minha contribuição. Por isso tenho feito um bom trabalho substituindo meu colega de partido”, afirmou Antônio Souza Aguiar, suplente e atual deputado federal.