Kassab desabafa: “Se até no Japão tem alagamento, por que no Tietê não pode?”

Prefeito, experiente em enchentes, se pôs a disposição para ajudar Japão

Hoje pela manhã, ao ficar sabendo da tragédia ocorrida no Japão, por conta de um dos maiores terremotos da história seguido de tsunami, o prefeito da cidade de São Paulo Gilberto Kassab (DEM) reuniu a imprensa em seu gabinete para dar uma rápida declaração com tom de desabafo.

Primeiramente, Kassab lamentou os fatos ocorridos no país do sol nascente. Em seguida, começou a falar em tom de tristeza e desabafo. “Durante três meses, desde o início do ano, estou sendo diariamente massacrado pela imprensa e pela população da cidade, por conta das constantes enchentes provocadas pelas fortes chuvas de verão”.

O prefeito afirmou que a natureza não escolhe nação nem continente, pode chover em qualquer lugar do planeta. “Como vocês podem ver, num país de primeiríssimo mundo também ocorrem desastres. Pergunto agora às pessoas que me atacaram: e o Japão, será que não tem estrutura?”, completou.

Kassab também aproveitou para ressaltar as qualidades da política anti-enchente da cidade de São Paulo. Segundo ele, mesmo com chuvas torrenciais constantes, a cidade sofreu com apenas alguns pequenos alagamentos.

E ele se pôs à disposição das autoridades japonesas para a troca de informações e experiências com desastres naturais. “Podemos contribuir muito com o Japão. Se damos conta das nossas chuvas, podemos ajudá-los na situação deles. Lá foi só uma onda que durou alguns minutos, coisa simples ao se comparar com o que temos aqui.”

No entanto, Kassab procurou passar uma mensagem de solidariedade à comunidade nipônica da cidade. “Vamos acelerar a criação do piscinão da Liberdade, para evitar que a comunidade japonesa passe por ainda mais apuros nesse momento de tanto sofrimento.”