Invasão de caipirinhas chinesas afeta mercado brasileiro

A concorrência chinesa preocupa os bares brasileiros que servem produtos de limpeza.

Após ser invadido por eletrônicos, salgadinhos sabor porco e até carros de origem chinesa, o mercado brasileiro lida agora com a chegada das caipirinhas importadas pela gigante asiática.

Motivados pelo aumento da renda do brasileiro, bares vindos da China começaram a se instalar em algumas cidades do país para oferecer a típica bebida nacional.

“O segredo da nossa caipirinha não está apenas no tipo de cachaça de bambu que usamos”, conta Chung Tsao, dono do Boteco Kuhd Ping. “Para garantir a delicadeza no preparo, contratamos apenas barmans com menos de 12 anos, por isso nossos drinks ficam especiais”.

Para Tsao, a grande vantagem de ter as caipirinhas preparadas por crianças é que elas consomem bem pouco da bebida que preparam, o que aumenta a margem de lucro de seu bar.

Segundo consumidores entrevistados pelo Diário de Barrelas, apesar da coloração fluorescente, o sabor da bebida chinesa é muito parecido com a brasileira. A diferença no entanto é melhor percebida no dia seguinte.

“A ressaca dessa vez foi coisa de louco, as cores ficam intensas, os olhos doem, é como se eu ainda estivesse bêbado”, conta o cachaçólogo Uribe Teófilo. “O lado positivo é que as dores não ficam restritas apenas na cabeça. A sensação é distribuída pelo corpo todo”, descreve.

Com o intuito de competir no segmento de bebidas à base de produtos de limpeza, os preços da caipirinha completa, com dois canudinhos de fábrica, variam de R$ 5 a R$ 6.

“O preço é bem menor, mas a garantia também”, explica Chung Tsao. “Aos boêmios que experimentam uma dose nossa caipirinha, prometemos 6 anos de embriaguez sem limite de vômito. É galantido”, brincou.