Grande Acordo de Copas do Mundo pode ser revisto para 2014

Após o final pouco emocionante da última Copa do Mundo, em 2010, fabricantes de material esportivo passam a temer pelo acordo assinado para determinar quem será o campeão dos próximos mundiais.

Executivos de Nike, Puma e Adidas mostram preocupação pela dificuldade em manter encenação com equipes de nível técnico inferior.

No final dos anos 90 os maiores fabricantes de material esportivo do mundo assinaram um tratado para garantir a exposição de suas marcas e, consequentemente, a venda de camisas.

Chamado de Grande Acordo, o contrato assinado em Genebra em meados de 1997 determina de maneira rotativa quais seleções serão campeãs em cada Copa do Mundo. Assim, fica garantido que, a cada 3 campeonatos, a empresa verá a seleção vencedora vestindo a sua marca.

O Grande Acordo de Copas, também chamdo de 'A Armação de 98', pode ter seu conteúdo revisto para os próximos Mundiais e o Brasil pode não ser campeão em 2014.

Após os eventos da Copa de 1998, quando houve grande suspeita sobre o título da França, o Acordo vinha sendo cumprido à risca e sem sustos até 2006.

Porém, depois de a Espanha quase sucumbir ao futebol ruim da Holanda, executivos pensam em mudanças.

“Quase morri do coração ontem! Estava escrito, 2010 era nossa vez. Já pensou se o Robben faz aquele gol?”, disse um alto executivo da Adidas que não quis se identificar. “Temos que pensar nisso para as próximas Copas. A Nike precisará nos garantir um técnico de verdade no Brasil para 2014, senão complica. A desculpa da convulsão já não funciona mais”, justificou.

A empresa americana se defende e questiona o estilo de jogo espanhol. “De que adianta pedirmos para o nosso time recuar e dar porrada se o deles só toca a bola? Poxa, a Holanda fez a parte dela, não jogou futebol. Faltava a Espanha tentar fazer o gol. Ainda bem que eles conseguiram na prorrogação”, explicou o executivo da Nike, também não identificado.

A mudança no acordo, que prevê que a Copa de 2018 será realizada na Inglaterra pode tirar o hexacampeonato do Brasil, que em 2014 ganhará por 2 a 0 da Argentina na final.

Questionados pela reportagem, os recém-campeões da Espanha disseram desconhecer qualquer tipo de acordo e seguiram comemorando como se de fato tivessem ganhado uma Copa.