Especial: Greve paralisa fabricação de armas em Portugal

Explodiu na última madrugada a greve dos funcionários da indústria de armamentos no Ribatejo em Portugal. Iluminados pelos ataques da imprensa e opinião publica, os funcionários das 10 empresas de armamentos do território resolveram suspender o trabalho a partir de hoje e sem data para voltar. Liderados pelo sindicato operários não protestam sobre os baixo salários ou condições mas sim pela utilização do seu produto final.

Frase do líder do movimento, Não construímos mais armas, ecoando as vozes conjuntas de personagens do movimento.

José de Sousa, como é conhecido o líder, traduz ainda mais o sentimento da classe: ‘usamos perversamente a razão quando humilhamos a vida, que a dignidade do ser humano é todos os dias insultada pelos poderosos do nosso mundo, que a mentira universal tomou o lugar das verdades plurais, que o homem deixou de respeitar-se a si mesmo quando perdeu o respeito que devia ao seu semelhante.’

Funcionários de empresas nos EUA, Inglaterra, Irão, Brasil, Coréia do Norte, Austrália, China, dentre outros países começam a seguir o exemplo.

José de Souza: 'Como trabalhadores estamos cansados de lhes armar. Se calhar, a nossa missão histórica acabou'