Com apenas 128 flâmulas produzidas, fábrica vai à falência

A fábrica trabalhou a todo vapor, mas criou apenas 128 unidades do produto

A Copa, além de ser o evento esportivo mais importante do planeta, é terreno fértil para o mundo dos negócios. Empresas gigantescas como Adidas, McDonald’s e Visa gastam bilhões de dólares para expor suas marcas a milhões de consumidores, assim como pequenas e médias, que também aproveitam a época para incrementar suas vendas. Portanto, essa época é boa para todos que querem fazer negócios, certo? Errado.

Em 2009, de olho no mercado da bola, que começava prosperar devido à proximidade da Copa, os amigos chineses Chang Jiang e Hu Yaobang resolveram apostar tudo num negócio para aproveitar essa maré: construíram uma fábrica de flâmulas, artefato símbolo do fair play e que as seleções amistosamente trocam antes de cada partida do Mundial. No entanto, depois de 8 meses de atividade e apenas 128 unidades fabricadas, os sócios entraram com pedido de concordata.

“Parecia o nicho de mercado certo”, afirmou Jiang. “O mercado de celular, com a entrada dos modelos de 4 chips, estava saturado demais. Além disso, com nossa mão de obra barata, facilmente ganhamos a concorrência que a Fifa abriu entre algumas fábricas de flâmulas por todo o mundo. No entanto, a parceria com a Fifa nos seduziu, e acabou nos cegando. Apenas agora, com o início da Copa, nos demos conta de que seriam necessárias apenas 128 flâmulas, pois a Copa tem exatamente 64 jogos. Não dá para manter a atividade até 2014, os encargos com instalações e funcionários não fazendo nada por quatro anos seriam muito altos.”

Apesar da frustração, os dois sócios não se arrependem da empreitada. “Nunca vou esquecer do dia em que ligamos para a embaixada da Coréia do Norte, pedindo o arquivo oficial com a bandeira deles. Eles não o tinham! Tivemos que fazer por nossa conta mesmo, com o paintbrush. O lado bom é que, a censura é tão forte naquele país, que nem os atletas da seleção, nem os adversários, sabem como é a bandeira do país; então fizemos alguma coisa meio próxima e já quebrou o galho. Pelo menos, ninguém veio reclamar com a gente”. gargalha Yaobang.

O lado bom dessa história toda, revela Jiang, foi saber exatamente quantas flâmulas fabricar para cada país. “A Fifa pediu apenas 3 unidades para Argélia, Camarões e França, seleções fracas que não passariam nem para as oitavas. No entanto, ela pediu sete unidades de quatro seleções específicas, as que vão chegar nos primeiros lugares. No entanto, não posso relevar quais são. Você sabe: para nós, chineses, no mundo dos negócios, a regra número 1 é a ética, não devemos não revelar dados ou copiar.