Banco Central convoca recall imediato das novas notas do Real

Apesar de perfeitas, as cédulas serão recolhidas para posterior devolução.

Em sua primeira medida como presidente do Banco Central, o economista Alexandre Tombini, anunciou nesta quinta-feira que todas as notas de real lançadas no ano passado serão pedidas de volta.

Tombini defendeu em entrevista que a nova medida visa conter rapidamente a valorização do real e reduzir o ritmo de alta da inflação no país.

Com o recall, as 42 milhões de cédulas de R$ 50 e 24 milhões de notas de R$ 100 colocadas em circulação em dezembro deverão ser devolvidas o quanto antes aos cofres do governo.

“Apesar das notas estarem lindas, o momento econômico pede que esse dinheiro seja recolhido com urgência”, disse Tombini.

“Parte do dinheiro será usada para compra de dólares para frear a queda da moeda americana frente ao real. Prometo que devolveremos as notas assim que possível”, garantiu.

Para cumprir o recall, as cédulas deverão ser enviadas por correio, em um envelope endereçado à sede do Banco Central em Brasília. Por motivo de segurançã, o BC recomenda que a carta não possua remetente.

Segundo especialistas, o recall do dinheiro não terá eficácia para segurar a inflação. Para o economista Alexandre Unuco, a convocação ocorre apenas porque a população ainda não acredita que novas notas sejam autênticas.

“Em parte isso é verdade”, respondeu o presidente do BC. “Se um dia… digo… quando as cédulas forem devolvidas elas virão com um carimbo oficial com a palavra “real”, indicando a veracidade da moeda”, explica.

Questionado sobre quando o dinheiro será devolvido, Tombini não titubeou.

“Na medida em que cada brasileiro seguir trabalhando duro, devolveremos o dinheiro em parcelas mês a mês como recompensa pelo esforço nos seus afazeres”, explicou.