Apple trocará iPhone 4 de consumidores canhotos

Os canhotos que compraram o iPhone 4 poderão solicitar a troca do aparelho à Apple.

A Associação Mundial de Defesa dos Canhotos (Unileft) conseguiu mais uma vitória sobre as grandes corporações para garantir o direito dos que preferem usar a mão esquerda.

Dessa vez, quem perdeu a queda de braço foi a Apple, que será obrigada a fazer um grande recall de seu novo iPhone 4 apenas para consumidores canhotos.

“Depois que Steve Jobs anunciou que os problemas de recepção do sinal no iPhone 4 era decorrentes da forma como o aparelho é empunhado, percebemos que essa seria uma tarefa impossível para nós, canhotos”, afirmou Gérson de Oliveira Nunes, embaixador da Unileft no Brasil.

Segundo a decisão judicial proferida pela Suprema Corte do Estados Unidos, a Apple será obrigada a realizar a troca gratuita de todos os aparelhos iPhone 4 que tenham sido comprados por quem usa a mão esquerda.

“Eu realmente percebia que na hora de navegar na web meu iPhone ficava lento, travava e até perdia a conexão, mas nunca imaginei que a culpa fosse da forma como eu segurava o celular”, lamentou Betty Lake, que comprou seu iPhone 4 dois dias após o seu lançamento.

Para o presidente da Apple o prejuízo será facilmente absorvido pela diferença de número entre usuários destros e sinistros. “Cerca de 12% das pessoas são canhotas no mundo, por isso a quantidade de iPhone 4 que teremos que trocar e adaptar  é muito menor do que o número de aparelhos comprados por pessoas normais”, disse Jobs, sem perceber a gafe cometida.

De qualquer forma, a Unileft afirmou que o parecer dado pela Corte dos Estados Unidos abre uma importante jurisprudência para que outros países como o Brasil exijam o mesmo tratamento.

“Lembro-me que isso também aconteceu em outras vitórias importantes, que forçaram os fabricantes a adequarem seus produtos para nós. Se não fosse a nossa luta, hoje não existiriam no mercado itens essenciais como xícaras, escovas de dente e relógios de pulso feitos especialmente para canhotos”, comemorou Gérson.