Alegações de “hackearam meu perfil no Twitter” crescem 475% no país

A tendência de acusar terceiros pelo vexame em redes sociais cresce na web brasileira.

Atores, executivos, jogadores de futebol. O caso mais recente foi com o goleiro Felipe, do Flamengo. O que todos esses profissionais possuem em comum? Foram acometidos por uma verdadeira febre na nossa sociedade.

Depois de fazer publicações embaraçosas em redes sociais como Twitter e Facebook, várias personalidades e artistas estão adotando a justificativa de que foi alguma outra pessoa quem invadiu sua conta e as escreveu.

Entre maiores vexames estão atualizações  no ‘Face’ reclamando do chefe e tuites descrevendo a descoberta de novas práticas sexuais.

Segundo a Twitterstatics.com, empresa norte-americana especializada em monitoramento de tendências no Twitter, no primeiro trimestre deste ano “aumentou em 475% o uso do subterfúgio “não fui eu, alguém entrou meu perfil” em relação ao mesmo período de 2010”.

O maior culpado, segundo os pesquisados, são seus primos mais velhos, com um índice de 37%. Em seguida, aparecem os irmãos, com 24%. Ainda foram citados na pesquisa colegas de trabalho, a faxineira lá de casa, além de grandes redes internacionais de hackers.

“Esse tipo de argumento está diretamente relacionado a sextas-feiras e finais de semana”, afirmou o especialista em mídias sociais e publicitário Felipe Duña de Lucca.

“Nessas datas, o pessoal bebe além da conta e acaba escrevendo coisas constrangedoras no Twitter e Facebook para se arrepender no dia seguinte”, explica.

“Além de culpar a invasão de seu perfil, alguns internautas também  usam desculpas como “eu não fiz isso” ou “sou bipolar”, mas o indicador é bem menor para esses casos”, analisa Duña.