Al Qaeda contrata professores para escola de homem-bomba

As incrições para ministrar aulas podem ser feitas no site oficial da Al Qaeda

Os ataques com homem-bomba têm diminuído sensivelmente nos últimos meses dentro das regiões de conflito no Oriente Médio. Uma das principais razões para este fato não é o hasteamento de bandeiras brancas e pedidos de cessar fogo, mas sim a falta de homens habilitados para o serviço. “Treinar um homem-bomba é algo que leva tempo e que demanda muita dedicação, tanto por parte dos alunos quanto dos professores”, avisa Ali Kebab, diretor da Escola Técnica Preparatória para Atentados Terroristas (ETPAT).

“Na verdade, não faltam alunos interessados em se tornar um homem-bomba, o principal problema que temos enfrentado é a falta de professores, já que as aulas práticas chegam a consumir quase dois professores por dia”, lamenta Kebab. “São homens valorosos, que entregam suas vidas por uma causa”, diz o mestre.

Ao ser perguntado sobre por que estes mesmos professores não poderiam exercer a função de homem-bomba, ele mais uma vez lamenta. “Infelizmente estes professores são pessoas que já estão visadas pelo serviço secreto israelense, se eles colocam o pé pra fora da Faixa de Gaza são imediatamente presos.”

Para tentar resolver este caso, a ETPAT colocou um anúncio nos principais jornais da região para recrutar novos professores. O salário é tentador: além da vida eterna e um jardim com mil virgens, o futuro professor poderá deixar uma gorda pensão para seus herdeiros. “É uma oportunidade única”, afirma Abdel Baba Ganush, que atendia ao anúncio no momento em que nossa reportagem conversava com Kebab. “Quero ensinar tudo o que aprendi com meus antepassados e não vou medir esforços para isso. Vou explodir de alegria no dia da formatura da minha primeira turma”, disse ele, sem imaginar que tal fato poderia ocorrer bem antes do final do primeiro módulo.