
Apenas 8% dos brasileiros de 5 a 13 anos estão garantidos no mercado de trabalho.
A taxa de desemprego infantil avançou para 92% nas principais regiões metropolitanas do Brasil, informou nesta quinta-feira o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Segundo levantamento, em Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre apenas 900 mil trabalhadores de 5 a 13 anos estão empregados no país.
Os dados do IBGE revelam que o contingente de crianças desocupadas cresceu 2,5% em relação a fevereiro do ano passado. Este crescimento é ainda maior se consideradas as crianças empregadas com carteira assinada no setor privado.
A pesquisa aponta o dever de casa e as brincadeiras de rua como os principais empecilhos para que as crianças brasileiras procurem trabalho.
“É lamentável o que estamos fazendo com a infância de milhões de brasileiros”, comenta o economista Aníbal Castelo de Souza. “Devemos estimular a abertura de vagas em setores como agricultura e mineração para garantir a empregabilidade dessa gurizada”, defende.
Entre as medidas propostas pelo economista para a redução do desemprego infantil, está o incentivo à indústria.
“O governo federal deveria oferecer isenção fiscal aos fabricantes de tênis e artigos esportivos que hoje atuam na China”, explica Aníbal. “Assim, milhares de posições de trabalho seriam criadas para as crianças brasileiras”, justifica.
A pesquisa do IBGE não considerou os empregados na venda de balas no semáforo e pedidores de esmola.
