
Com o discurso religioso vetado pela Fifa, Robinho apelou à filosofia para explicar a vitória do Brasil.
Diferentemente do que fazem muitos jogadores ao final das partidas, o atacante Robinho agradeceu ao Acaso pela vitória de hoje da Seleção e não a Deus ou Jesus como é de costume.
Com atuação destacada na partida contra o Chile pela Copa do Mundo, Robinho comemorou bastante a vitória da Seleção e dedicou o bom desempenho ao incerto.
Ao apito do árbitro, em vez das tradicionais inscrições “I Belong to Jesus” que jogadores evangélicos gostam de exibir, Robinho ergueu a camisa e por baixo revelou a expressão “It’s An Accident” (“É um acidente”) em referência à casualidade da vitória.
“Sabe, Mauro, quando algo que acontece sem ser explicado por nenhuma relação com outra coisa, isto é acaso”, declarou Robinho ao jornalista Mauro Naves da TV Globo. “Jogamos bem, é verdade, mas a partida de hoje, filosoficamente entendida, se opõe ao determinismo esperado para nós jogadores da Seleção”, justificou.
Desde o ano passado, a Fifa proibiu manifestações de cunho religioso durante e após os jogos. No entanto, a expressão filosófica e o discurso humanista seguem liberados.
Robinho, conhecido por sua conduta festeira e um tanto promíscua, aproveitou essa brecha para defender seus valores na Copa.
“Todo o efeito possui uma causa, quanto mais nosso time se dedicar, mais eventos sem causa surgirão. Somente a expectativa sobre o Acaso poderá ajudar nossa equipe a conquistar o objetivo maior que é ganhar a Copa do Mundo”, concluiu Robinho.

Uma pena. Pelo menos Juca Kfouri pode se orgulhar de Robinho…